Diário de uma Actriz Desempregada

Um blog que descreve o dia-a-dia de uma actriz que não arranja trabalho na sua área.

12.28.2007

Recomeço?

Caros bloguistas,

É com algum pesar que me encontro de novo a postar neste blog... Já fez um ano desde o meu último post. A verdade é que estando empregada não achava que este blog fazia muito sentido, por isso deixei de postar. A verdade é que me encontro de novo desempregada, e agora ainda para mais com muita desilusão a pesar sobre os meus ombros. Já há muitos meses, mais precisamente desde Julho, que não trabalho e, para além das dificuldades económicas inerentes a esta situação, sinto-me cada vez mais desmotivada em relação a esta arte que eu tanto gosto, e à qual dediquei quase metade da minha vida... Que ainda não é assim tão grande, vamos lá ver! ;)
A verdade é que sempre encarei isto como uma luta. "Não vou desistir", sempre disse para mim mesma... Mas não será simplesmente o meu terrível orgulho que me move, que me arrasta, me enterra cada vez mais fundo numa lama que me deprime? Sempre culpei os outros. Não me contratam porque não sou gira, não me contratam porque não sou magra... Talvez não me contratem porque sou incapaz de mostrar o que valho numa audição ou num casting... E se calhar o que valho não é suficiente para me fazer vingar neste mundo.
Por isso tenho estado a ponderar outras formas de fazer a minha vida, para fazer uma vida que não sonhei para mim, mas quem sabe será melhor do que viver na miséria... E a verdade é que não encontro nada... Nada me motiva, nada me apaixona... Mas se calhar não é de paixões que uma pessoa vive. Se calhar a verdadeira felicidade não pode ser encontrada enquanto vivermos obcecados com esta perseguição pela paixão... Talvez seja esse o meu problema... Porque só me senti feliz quando estudava, quando fazia teatro, quando tinha liberdade e orçamentos para experimentar o que queria. E agora apercebo-me que não sorvi tudo o que podia ter sorvido do curso, porque estava demasiado preocupada em acabá-lo, em saber o que vinha para a frente... Eu sabia que ia ser difícil, mas se tivesse consciência que nunca mais ia fazer uma peça teatral que me desse prazer, tinha aproveitado bem melhor... Devia ter tirado outro curso. Não sei é qual...
Esta droga estragou-me a vida... A droga que é a adrenalina que me corre nas veias de cada vez que entro num palco confiante do que estou a fazer... Sinto tanta falta disso! O que me lembro mais é do horror que senti este ano quando me puseram a fazer uma peça completamente mal feita, e sentir-me completamente impotente, e ser completamente responsavel por aquilo aos olhos do público. Não foi isso que eu sonhei. Acabar uma peça para crianças lavada em lágrimas não é o que eu imaginava que ser actriz seria...
E é por isso que quero desistir... Quero engolir o orgulho e admitir "Mãe, tinhas razão quando mo disseste nos meus 14 anos... Teatro não é profissão...".

12.27.2006

Vizinha Maluca

Caros leitores,
Preparem-se para lerem uma história emocionante da vida real que envolve porrada, polícia e até homens da Worten!
Que eu não tinha muita sorte com vizinhas, já eu sabia. Que desta vez me ia calhar uma vizinha psicopata, é que não...
Vou começar pelo início...
Em Novembro, finalmente, consegui arrendar uma casa em Lisboa. Perto do Bairro Alto, mesmo em frente à casa da minha irmã, 5 assoalhadas recuperadas, e caro, mas não muito. Pensei que seria o ideal, apesar de já ter notado que a vizinha de baixo era metida e cusca. Mas isso, pensei eu, era ultrapassável, uma vez que esse tipo de velhinhas não te chateiam muito se não lhes deres razão para isso. Considero-me uma jovem responsável. Respeito os vizinhos, pois também quero que me respeitem a mim, portanto não faço festas até altas horas (aliás, não faço festas, ponto), evito grandes barulheiras durante o dia e a noite, e mantenho uma relação saudável de bons dias e boas tardes com eles. A verdade é que isso não me valeu de nada. Não tendo razões para reclamar comigo, a velha, talvez com uma depressão grave devido à época natalícia que não é muito feliz para aqueles que vivem sozinhos, decidiu inventar razões. Eram 21h da noite e eu e as minhas irmãs brincavamos com o bebé na sala de estar. Tipo, a criança tem 11 meses, nem sequer anda, por isso era basicamente gatinhar e embalar. Não sei se foi o facto de a minha irmã fazer "cavalinho" com ele, que a velha arranjou pretexto para mandar vir.
Tinha passado toda a tarde fechada em casa, com compras de Natal para fazer, à espera que os gajos da Worten me levassem a máquina de lavar roupa que eu tinha comprado (em parte para que a minha roupa lavada à mão não pingasse para cima da roupa da vizinha, no estendal) e que estavam atrasadíssimos (supostamente seria das 14h às 20h o período de espera).
Às 21h, mais coisa menos coisa, chegam os gajos, e eu hiper-chateada já pronta para fazer uma reclamação por escrito contra aquele tipo de abuso. Ora bem, assim que abro a porta de minha casa, a porta da vizinha abre também, como, de resto, já é habitual (ela gosta de saber o que e quem entra na minha casa...). Começa a mandar vir comigo num tom que nunca tinha usado ainda comigo, pois sempre o tinha feito em tom de critica a outros, tipo indirecta, em falsa simpatia. Dizia ela:
- A menina não pode jogar à bola aí em cima!!
E eu, confusa e irritada com o atraso dos gajos da Worten que estavam a tentar entrar com a máquina no fundo das escadas:
- Mas eu não estava a jogar à bola...
- Estava sim, que eu bem ouvi! E não pode! - dizia ela, possuída pela raiva e necessidade de armar escândalo. Eu, sem a paciência que sempre tinha tido com ela desde que cheguei, respondi-lhe.
- Desculpe lá, mas não estava ninguém a jogar à bola, nem sequer a correr. O meu sobrinho tem 12 meses e nem sequer anda!
- Eu chamo a polícia! - gritava ela. A minha irmã, mãe do bebé, que entretanto veio ver o que se passava, disse-lhe:
- Então faça assim: depois das 22h, se continuar a ouvir barulho, chame a polícia. Para já não pode fazer nada.
A gaja passou-se! Viemos para dentro e ficou só a outra minha irmã, que estava a ver se a máquina vinha bem (eu não podia com os nervos e vim para dentro). E não é que, quando os gajos da Worten carregavam a máquina com quase 100 quilos pelas escadas acima e passaram pela porta da velha, esta começou a chamar-lhes "Ladrões!" e a bater com força na cara do gajo da frente? Eu nem sei o que poderia ter acontecido se o gajo tivesse largado a máquina em cima do outro que vinha atrás! Perigo de mulher! Ora bem que eles, a reclamar com a mulher que continuava aos berros na sua porta, subiram para o meu apartamento o mais depressa possível para pousar a máquina antes que ela caísse nas escadas. O que vinha em baixo cometeu o erro de tentar acalmar a mulher e mandá-la para dentro de casa e, ao fazê-lo - a minha irmã foi testemunha - pousou a mão no ombro dela. Ela nem acreditou. Atirou-se para o chão, para trás! Como se fosse um palhaço! A mulher de 70 e tal anos que anda de bengala. Atirou-se ao chão e começou a gritar:
- Socorro, que me estão a atacar!
O homem tentou levantá-la e ela:
- Socorro que me estão a dar pontapés!
Enfim. Nada se podia fazer. O homem veio para cima e montou a máquina enquanto o outro falava de um processo contra a mulher por lhe ter batido enquanto ele carregava aquele peso escadas acima. Enquanto isto, a mulher continuava aos berros, a pedir socorro, polícia, enfim. Quando me dei conta, estava a vizinhança toda, pessoas que passavam, e dois polícias em frente à porta da mulher, nas escadas. Um falou com a mulher, e outro veio falar connosco, que demos a nossa versão dos factos. Não, não somos old-lady-beaters... Os polícias já estavam com ar de desespero, principalmente o que esteve a recolher o relatório da maluca. Pelos vistos já não era a primeira vez que a mulher armava uma cena de polícia com os vizinhos de cima. A senhora que mora no 3º andar, e já lida com a maluca há 35 anos, nem sequer se quis mostrar em frente a ela. Achei estranho, pois pareciam-me amigas, e pensei que numa situação daquelas tentaria acalmar a velha. Pelos vistos já sabia que não valia a pena, então recolheu-se para a sua casa sem dizer nada. No dia seguinte veio dizer-me que a mulher é maluca (duh...), e para eu ter cuidado ao lidar com ela, mas para não ter medo... Eu medo tenho, não posso é mostrar!
No meio desta situação toda estava o meu sobrinho assustadíssimo ao colo da mãe, que também tinha medo de descer para ir para a casa dela, em frente, e passar pela velha! Acabou por aproveitar a escolta da polícia para o fazer!
Conclusão: O homem da Worten que levou porrada de uma velhota prometeu um processo e até recolheu os nossos contactos para efeitos de testemunha. A velhota prometeu processo ao homem da Worten que lhe tocou no ombro. Eu não fiz reclamação nenhuma aos gajos (acho que tiveram castigo suficiente pelo atraso, não?).Eu fui jantar a casa da minha irmã e só voltei quando tinha a certeza que a mulher já estaria a dormir.
No dia seguinte... O dia amanheceu com passarinhos a cantar... Era dia de vir para cima, de férias. Só tinha de limpar as escadas do prédio (o lanço do 2º andar, como me indicaram), que era a minha vez há algum tempo e eu ainda não tinha tido tempo de o fazer. Não é que eu tivesse naquela altura, mas era muito má-onda ir de férias sem o fazer. Por isso peguei na esfregona e comecei a limpar. Ainda estava nos primeiros degraus e ouvi a porta da mulher a abrir. Toca a despachar isto. Ela olha para mim, e eu a pensar "Eu não lhe respondo a nenhuma provocação. Bom dia e boa tarde e acabou." A mulher vira-se para mim e diz-me, como se eu fosse sua criada:
- As escadas são para limpar até lá abaixo!
Sim, um dia, depois das minhas mudanças, eu limpei as escadas todas para fazer um favor à gaja. Começou a lamentar-se que eu ia fazer as mudanças no dia em que a empregada dela limpava as escadas, eu eu ofereci-me para lhe limpar as escadas daquela vez. Erro meu. Não me contive:
- Não foi isso que me disseram. Eu só tenho de limpar este lanço e vocês (esquerdo e direito do 1º andar) é que limpam o outro lanço.
- Não, não! Quem é que suja as escadas?! Quem é que traz beatas agarradas aos sapatos?!
Por acaso tinha encontrado um beata nas escadas que eu limpei - no lanço de escadas que me competia.
- Se calhar até é a senhora. Nunca se sabe o que vem agarrado aos pés!
Não podia deixar de responder. Ela continuou aos berros e eu tentei criar um filtro nos meus ouvidos. Sei que falou de eu lhe ter chamado maluca na noite anterior e que eu não ficaria impune, que ia pagar por isso. Saiba-se que eu chamei-lhe muitas vezes maluca, sim, pois é óbvio, mas nunca em frente a ela, nem em volume que ela pudesse ouvir. Ela deve ter projectado aquilo que ela sabe que é, e que as pessoas sabem, para a minha boca. Ela reclamava, reclamava e, assim que acabei de passar a esfregona, disse-lhe:
- Muito bom dia!
E fechei a porta, continuando a ouvi-la aos gritos. Dentro de casa ouvia-a a chamar-me nomes. Porca. Estúpida. Sei lá que mais, não quis ouvir. Passado uns minutos tive de ir passar a cera nas escadas, já a contar com a próxima cena. Por sorte ela estava entretida à janela a falar mal de mim a algum vizinho. Sim, havia alguém a responder e a concordar com as suas queixas.
- Vêm-me agredir a minha casa! Assassinos!
Que hei-de fazer? Pessoas assim não deviam estar acompanhadas?
Tenho medo que ela me empurre das escadas um dia!
Tenho medo de não poder convidar ninguém para ir lá a casa sem temer pela integridade física dessas pessoas.
Tenho pena... pena porque encontrei uma casa tão fixe, soalheira, confortável, tão bem situada, e por causa de uma pessoa me sinta forçada a mudar. Não sei se aguento muito tempo cenas deste género. Não sei... Se isto acalmar, se a mulher parar com estas cenas, se deixar de me chatear, se eu deixar de a ver!... Nesse caso talvez aguente mais uns meses, qum sabe um ano ou dois. Senão terei de sair de lá assim que o contracto de arrendamento me permitir rescindir, ou seja, daqui a 5 meses... Vamos a ver o que acontece até lá...

10.29.2006

Hello again...

Já estava um bocadinho farta de ver aquele "Parabéns a mim" no início do blog, por isso forcei-me a escrever qualquer coisa. Ultimamente não me tem apetecido escrever nada pois não tenho tido muitas novidades que valham a pena partilhar. De qualquer forma posso dar ênfase ao tão esperado concerto dos Muse no Campo Pequeno na passada 5ª feira. Eles são a minha banda preferida, mas eu nunca tinha visto nenhum concerto deles. Este foi o primeiro, mas ficou uma vontade ainda maior de ver um segundo, pois fiquei num lugar muito ranhoso e não pude ver nem ouvir o concerto a 100%. Foi um bocadinho frustrante, mas pronto! Lá está, da próxima vez vou para lá com antecedência e arranjo um lugar espectacular e vou estar com o meu mais-que-tudo ao meu lado. Ele não esteve, desta vez, porque tinha aulas às quais não podia faltar em Guimarães. Fiquei muito triste, mas sei que da próxima vez vamos ter mais sorte. Só espero não ter de esperar tanto como desde o último concerto que eles deram cá ao qual não pude ir, há dois anos e meio!
Quanto ao resto, está tudo na mesma. A Companhia está agora exclusivamente a fazer espectáculos nas escolas, mas os casos estão mal parados, pois há muito pouca procura e andamos a fazer um espectáculo por semana, se tanto. Isso não dá para pagar sequer os nossos ordenados. Por isso ando a olhar para isto com um ar um pouco assustado, pois não sei se a qualquer hora a Companhia declara falência e nos põe na rua. Vamos esperar que, quando houver menos espectáculos infantis nos teatros lá em Lisboa, haja mais procura da nossa!
Entretanto também ainda não consegui arranjar apartamento. Meti-me com a Associação Lisbonense de Proprietários e durante todo o mês que passou não me disseram nada sobre uma casa que eu queria alugar. Só que eu esperasse, e eu, entretanto, sem procurar mais casas. Quando já tinha desistido e até estava a falar disso com o meu namorado, telefonam-me de lá a perguntar se eu ainda estava interessada na tal casa. Eu disse que sim e a senhora disse que ia ligar à senhoria e já me dizia qualquer coisa. Isto foi na sexta e ela não chegou a dizer-me nada. Esperemos que amanhã me diga, pois tenho de arrajar casa até 4ª feira! Já me estou a colar na casa da minha irmã há tempo de mais, e sinto-me cada vez pior com isso.
Enfim, entretanto, quando posso estar cá na Póvoa, vou desenhando (prima, o teu está quase pronto), ao fim de semana namorando, e de resto a apanhar grandes secas à espera que me chamem para trabalhar. Tenho de arranjar outras coisitas para ocupar o meu tempo e ganhar mais uns trocos também!
E pronto, para quem não tinha nada que dizer, já disse muito! Lol Espero que esteja tudo bem convosco! Beijos grandes!

9.25.2006

Parabéns a mim!

Vá lá pessoal, tudo a cantar em uníssono! Parabéns à Babs, que ela faz anos, já tem um quarto de século... E não pode ir à sua terra para o festejar com a família e o namorado! Buáááá!
Não é assim tão mau também. Vou almoçar na casa de uma grande amiga aqui de Lisboa e à noite janto aqui com a minha irmã e o meu cunhado e o meu sobrinho. É um dia como todos os outros, na medida em que estou apenas um dia mais velha que ontem, mas está a ser bom, pois tenho recebido extra-mimo!
A peça está a correr muito bem, não se esqueçam de passar por lá! Sábados e Domingos até 8 de Outubro no Auditório Carlos Paredes às 16h!
Beijos grandes para todos!

9.11.2006

Estreia

Cá estou eu, já mais calminha, depois da minha estreia no teatro profissional! Foi ontem o grande dia! A verdade é que não correu lá muito bem porque, tanto eu como o meu colega, estávamos nervosos demais. Hoje, apesar de o público ser muito reduzido, correu muito melhor! O que interessa é que vá correndo sempre cada vez melhor... Vamos ter muito tempo pela frente a fazer a mesma peça! lol
Já é um bocado tarde, por isso vou para a minha caminha (sim, a minha, pois estou na minha terra, finalmente, depois de 2 semanas de trabalho sem folga em Lisboa)!
Deixo aqui o convite para irem ver o nosso espectáculo "Olé... Lorca", para maiores de 6 anos, com os vossos filhos ou com os vossos pais (dá para qualquer idade...), no Auditório Carlos Paredes em Benfica (na Junta de Freguesia de Benfica), às 16h, sábados e domingos, com a excepção do próximo sábado. Também viremos, em princípio, aqui ao Porto na próxima semana!
Beijos para todos!

8.22.2006

Babs Returns (for long?...)

É verdade, já sei! Não meto aqui os pés há séculos! Mas não é isso um bom sinal? Não é isso sinal de que estou a trabalhar e estou activa? :)
Os ensaios estão a correr bem e a fluir. A equipa, pequena (eu, outro actor e o encenador), dá-se bem, pelo menos para já (ainda temos um ano pela frente, esperemos que continue assim)... Tenho ido à praia também, pelo que não estou completamente branca! Tenho é pena de não poder ir ao Algarve... Vamos lá a ver se os ensaios correm bem para ver se arranjamos um fim de semana antes da estreia, em Setembro!
Uma coisa lixou-me: Veio nas notícias que os subsídios de Incentivo ao Arrendamento por Jovens em princípio vai acabar, e eu estava a contar com isso para conseguir sobreviver aqui em Lisboa. Que vida! Porque é que quando finalmente reuni as condições para isso isto acaba? Espero que haja depois outros igualmente "incentivantes"...
Já estou com saudades de casa... Quero ir para a beira do meu namorado, que me visitou aqui este fim-de-semana, mas de quem já morro de saudades! Se calhar no Sábado dou lá um salto. É cansativo, e caro, mas parece que não funciono bem se não tiver um fim de semana em casa de vez em quando! Domingo de manhã já tenho de estar cá, o que é chato.
Se alguém estiver curioso em relação aos gatos que tinha de dar, resolveu-se o problema. Uma senhora que tem uma quinta com gatos ficou com todos (mães incluídas), mas ficou cá o Tobias, que já é velhinho e da família, e um pequenote, para um amigo que está a mudar de casa e quer um gatinho. Dá-me pena porque ficou sem os irmãos e ficava mais contente se tivessem ido todos juntos... Paciência. Espero que o novo dono o trate bem! Ele é muito medroso... Acho que se daria melhor mesmo lá na quinta!
Enfim, já estou a encher chouriços e tenho muito trabalho de casa! Sim, porque vim mais cedo para casa para trabalhar e decorar o texto! Em vez disso estou aqui no blog... Só mesmo eu.
Amanhã vamos a ver se não vou para lá às 9h outra vez quendo o ensaio é às 10h!
Beijos teatrais para todos!

8.02.2006

Apanhados?

No outro dia eu e as minhas irmãs deparámo-nos no hiper-mercado com uma situação que nos fez olhar em volta à procura de câmaras escondidas. Aquelas situações perfeitas para aqueles progamas, às vezes com piada, outras vezes nem por isso, de apanhados. Ainda olhei para a cara do moço em causa para me certificar se não era alguém conhecido (sim, porque a ideia que se tem aqui em Portugal de "Apanhados" é meter alguém muito conhecido na televisão vestido de empregado ou assim, como se "a vítima" não identificasse a Fernanda Serrano logo à primeira!). E não era que, na zona da comida para gato, tinha uma banquinha com latinhas e comida de gato em pratinhos e o moço andava a dar a provar aquilo às pessoas? É claro que as pessoas não queriam experimentar, que eu visse... Enfim, o moço deu-nos uma amostra daquilo para trazermos para os nossos gatos, e a verdade é que aquilo cheirava a atum em conserva... Os gatos devoraram e lamberam a caixa (mas que nem pensem que compramos daquilo, é caríssimo!), mas se calhar se eu metesse no meio da salada russa, os meus pais não dariam conta que era comida de gato! Pá, eu mimo os meus gatos, é certo, mas não tanto...
Nunca se sabe, se calhar daqui a uns tempos aparecemos nos Apanhados! Estejam atentos!